Entre os dias 15 e 22 de fevereiro, um grupo de empresários brasileiros esteve em Dubai para uma imersão estratégica voltada ao estudo do modelo de desenvolvimento que transformou o emirado em uma das economias mais influentes do mundo. A missão foi liderada por Newton Vieira – líder do Grupo do Maestria Palmas, ABC e Guarulhos e fundador da Febracis no Tocantins -, que conduziu a agenda de estudos e encontros institucionais ao longo da semana.
Para Newton Vieira, a experiência vai além da observação internacional. “Dubai ensina algo desconfortável para muitos empresários brasileiros: prosperidade não é um evento, é uma decisão estruturada”, afirma. Segundo ele, o diferencial do emirado não está no petróleo, mas na clareza estratégica, na previsibilidade jurídica e na disciplina institucional. “Eles decidiram onde queriam chegar e construíram um ambiente inteiro voltado para esse objetivo.”
A proposta da viagem não foi turística. O foco esteve na análise técnica dos fundamentos que sustentam o crescimento de Dubai — cidade que deixou de depender do petróleo e hoje tem menos de 1% do seu Produto Interno Bruto (PIB) vinculado a essa fonte. Atualmente, a economia local é sustentada principalmente por logística, finanças, tecnologia, turismo, comércio internacional e inovação.
Outro ponto que chamou a atenção do grupo foi a obsessão por planejamento de longo prazo. O governo estabelece que seus ativos econômicos devem superar múltiplas vezes o orçamento anual, reforçando a lógica de sustentabilidade e preparação para o futuro.
Ao longo da imersão, os empresários brasileiros discutiram como adaptar práticas internacionais ao contexto nacional. As reflexões envolveram temas como segurança jurídica, ambiente de negócios, retenção de talentos e construção de legado empresarial.
A iniciativa integra um movimento mais amplo liderado por Newton Vieira, que prevê novas experiências internacionais ao longo do ano com empresários brasileiros interessados em ampliar visão estratégica e competitividade global.
“Quem quer jogar no nível global precisa estudar modelos globais”, reforça Newton Vieira.
Mais do que uma visita técnica, a experiência em Dubai foi tratada como um estudo de caso sobre visão, método e disciplina estratégica — elementos que transformaram um território desértico em referência internacional de desenvolvimento econômico.