Segunda edição da Feira do MST no Tocantins é celebrada e reafirma “foco na defesa do Cerrado e da Amazônia”

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou a II Feira Estadual da Reforma Agrária e Agricultura Familiar em Palmas, entre os dias 27 e 29 de março, e celebrou conquistas e o apoio popular à luta pela Amazônia e o Cerrado.

Antônio Marcos Bandeira, dirigente do MST no Tocantins, fez um balanço positivo do evento, destacando a “massiva participação popular e a programação cultural no Espaço Cultural”. Marcos destacou também o sucesso nas vendas de produtos agroecológicos e artesanais, com doações mantendo a premissa de solidariedade das feiras do MST em todo o território nacional.

O MST também celebrou a revogação unânime da “Lei da Grilagem” (Lei Estadual nº 3.525/2019) pelo STF, que para Marcos é “uma vitória da luta camponesa contra a mercantilização da terra”. O dirigente ressaltou que “a luta continua, pela proteção de territórios, reconhecimento de comunidades tradicionais e um campo de paz, livre de violência e agrotóxicos”.

Antônio Marcos expressou a preocupação urgente com o avanço da mineração sobre áreas de comunidades tradicionais e assentamentos no Tocantins. Ele destacou a união de diversas organizações do campo para impedir que a mineração se torne um “projeto de morte”, defendendo a vida e os territórios historicamente ocupados.

MST, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Alternativa para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA TO), Coalizão Voz Tocantina Justiça Climática, Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins (COEQTO), Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação (Consaúde) e a Articulação Tocantinense de Agroecologia (ATA), estão entre as organizações campesinas ou urbanas que se unem no enfrentamento à “Lei da Grilagem” e o avanço da mineração sobre áreas de preservação no estado do Tocantins.

Marcos confirmou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PT – TO, “com foco na defesa do Cerrado e da Amazônia”, que segundo ele são “pautas prioritárias contra a monocultura e pela fiscalização rigorosa do uso de agrotóxicos, visando produzir alimentos saudáveis e acessíveis”.

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