O deputado federal Alexandre Guimarães (MDB), presidente estadual da sigla, mantém a pré-candidatura ao Senado após o recuo do irmão, Raul Guimarães, que havia sido cogitado para disputar outro cargo na mesma eleição. A movimentação previa preservar espaço político caso o projeto ao Senado não avançasse, mas a retirada alterou o desenho inicial.

O cenário se torna mais complexo diante do avanço das articulações ao governo. O deputado federal Vicentinho Júnior e o vice-governador Laurez Moreira, ambos pré-candidatos ao Palácio Araguaia, buscam estruturar chapas majoritárias e consolidar alianças.

No campo mais próximo ao governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), os movimentos também avançam. O presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos), afirma ter aval do governador para participar das discussões sobre a sucessão e se coloca como pré-candidato ao governo.

A base ainda reúne a senadora Dorinha Seabra (União Brasil), também pré-candidata ao governo. No mesmo grupo, o deputado federal Carlos Gaguim deve disputar o Senado, enquanto o senador Eduardo Gomes trabalha pela reeleição.

Com dois partidos do mesmo campo político apresentando nomes competitivos ao Senado, a possibilidade de a vaga ficar com o MDB torna-se mais restrita. Na avaliação de interlocutores, as principais posições da majoritária já contam com pré-definições dentro do bloco que reúne Republicanos, União Brasil PL e aliados.

Mesmo à frente do MDB no estado, Alexandre Guimarães ainda não indicou qual caminho adotará na formação das alianças. Nos últimos dias, manteve agendas em municípios do Tocantins, mas sem vinculação pública a um dos projetos ao governo já colocados.

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